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A globalização do futebol feminino de clubes já começou

Louise Beltrame-Bawden

Erin Lent

~ 6 minutos de leitura
WomensChampionsCup WEB

Uma final que se revelou tanto um marco quanto um equilíbrio

O resultado final refletiu tanto os padrões de referência do futebol feminino de clubes quanto a disputa cada vez mais acirrada no topo da tabela.

A conquista da primeira edição da FIFA Women's Champions Cup pelo Arsenal confirmou o que os dados de desempenho já indicavam. As campeãs europeias chegaram ao torneio com uma sequência de vitórias tanto no campeonato nacional quanto no continental, e o Opta Power Rankings as apontava como favoritas nas estatísticas.

Mas a forma como a vitória foi conquistada é tão importante quanto o resultado; os Gunners foram levados até a prorrogação pela equipe brasileira, acabando por vencer por 3 a 2.

O SC Corinthians levou a disputa até o limite, forçando uma final extremamente acirrada que demonstrou organização tática, intensidade física e qualidade técnica à altura de qualquer palco do futebol mundial. Não se tratou de uma afirmação unilateral do domínio europeu; foi a prova de que os padrões de elite estão sendo alcançados em todos os continentes.

Essa dinâmica é uma característica marcante da maturidade esportiva.

Os líderes consolidados continuam fortes, mas os concorrentes de outras regiões já não estão distantes; eles estão atuando no mesmo patamar competitivo.

O mesmo pode ser dito sobre o panorama geral do torneio, onde clubes de diferentes confederações demonstraram que o ecossistema global do futebol feminino de clubes já não é definido por uma pequena concentração de poder, mas sim por uma base cada vez mais ampla de ambientes de alto rendimento.

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